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O que fazer com o lixo que a China parou de comprar?

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O que fazer com o lixo que a China parou de comprar?

Tudo começou em Julho de 2017, numa reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra, na qual Pequim anunciou que reduziria suas importações de resíduos plásticos e de papel. Até então, a China importava mais da metade do lixo plástico do mundo para reciclá-lo, juntamente com a parcela significativa de resíduos de papel – 60% dos gerados nos EUA e mais de 70% dos da Europa.
 Pequim justificou a decisão de cortar as importações com argumentos ambientais e afirmando querer proteger a saúde dos seus cidadãos.

Reciclagem de plástico e papel no mundo

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A medida fez com que o sistema global de reciclagem entrasse em colapso e inaugurou uma nova era da gestão de resíduos. Uma era em que metade do mundo – incluindo EUA, Canadá, Europa, Japão e Coreia do Sul – foi obrigada a buscar novos aterros sanitários para o seu lixo. O lixo tinha que ir para algum lugar, e os países desenvolvidos tinham esgotado suas capacidades de reciclar suas milhões de toneladas de plástico e papel, especialmente porque o plástico não pode ser completamente reciclado.

Comerciantes de lixo desesperados foram forçados a procurar novos clientes, e os encontraram no Sudeste Asiático, em lugares como Malásia, Tailândia, Vietnã, Indonésia e Índia – países com menos regulamentações de importações e controles menos rigorosos, ou até mesmo nenhum controle. Alguns países, no entanto, incluindo Tailândia, Malásia e Indonésia, decidiram que não querem mais ser a lixeira do mundo. Nos últimos meses, eles introduziram novas restrições à importação de resíduos para lidar com a nova situação após a decisão da China.

Leia também: Gestão de resíduos sólidos: como o lixo gera energia?

Lixo descartado incorretamente

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De acordo com o relatório do Banco Mundial de setembro de 2018, mais de 90% do lixo de países de baixa renda é “frequentemente descartado em lixões não regulamentados ou queimado a céu aberto… com graves consequências para a saúde a segurança e o meio ambiente”.

Somente 10% do lixo é de fato reciclado, muitas vezes fazendo com que os trabalhadores e moradores dos entornos adoeçam, matando até mesmo plantas e animais.

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FONTE: Reuters / D. Whiteside